DERROTA DA FAMÍLIA SARNEY

Xô Roseana, Xô Sarney!!!


O Imperador Caiu:

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A herdeira deu adeus:

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DEUS NOS PROTEJA E QUE A FORÇA DA MUDANÇA FAÇA DOS NOVOS GOVERNANTES , HOMENS QUE REALMENTE QUEREM LUTAR PELO MARANHÃO.

AMÉM!!!

O CÉU DE SUELY DE KARIM AINOUZ


Mulheres , Lirismos e Cinema...

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Ainda me lembro da primeira nota que li sobre o segundo filme de Karin Ainouz em uma dessas revistas de cinema: O filme seria Rifa-me e contaria a história de uma mulher que se rifa para sair da sua terra natal situada no nordeste. A história me chamou a atenção pelo fato do enredo paracer polêmico e verdadeiro(no meu estado,o Maranhão isso é fato comum, infelizmente). A minha curiosidade principal era saber como seria o próximo trabalho do diretor do excelente Madame Satã.

Pois bem, um ano depois vejo O céu de Suely no festival de cinema de 2006 da cidade do Rio de Janeiro.O segundo filme de Karim Ainouz não era mais rifa-me, mas o enredo era o mesmo: A cidade de Iguatu(sertão cearense) é palco para Hermila Guedes viver Hermila( os nomes dos atores são os dos personagens),personagem que volta de São Paulo com um filho e espera o pai da criança para recomeçar uma vida nova em sua terra Natal.

Os planos de Hermila não se concretizam e ela vê que o pai de seu filho, Matheus, não voltará. Ela se vê mãe solteira e sem emprego.Entre rifas de bebidas , brigas com a avó Zezita , flerte com seu antigo namorado João Miguel e festas com sua amiga Georgina, Hermila tem a idéia de fazer uma rifa, onde o vencedor terá o prazer de passar uma noite com ela.Com o dinheiro ela então iria para bem longe, além de São Paulo.

O filme é das atrizes Hermila Guedes, Maria Menezes, Zezita Matos, Georgina Castro . Talvez exagere ao dizer que nunca vi no cinema nacional interpretações tão naturais, mas se não me falhe a memória esse filme é um marco. O núcleo familiar Hermila, Zezita e Maria levam a história com simplicidade e sem cair em interpretações exageradas.A história que poderia parecer absurda ou cair em um pieguimos dramático social é transformada em um drama familiar e pessoal regido por Hermila Guedes. Destaque também para o ator João Miguel(Cinema , Aspirinas e Urubus) por seu papel de um homem contido e perdido, prestes a explodir a qualquer momento.Falar mais do filme seria cair no mero fato descritivo, atrapalhando a curiosidade de quem ainda não viu e garanto que o filme vai grudar que nem a sua trilha sonora.

O céu de Suely (grande premiado do festival do Rio 2006) é um belo exemplo do que essa nova geração de diretores brasileiros (que estão em seus primeiros e segundos trabalhos) podem produzir mundo a dentro. E Karin Ainouz é , sem dúvida, um dos maiores representantes dessa geração.Ele passou para tela , em seu segundo filme, tudo o que a meu ver, um filme tem para agradar a todos: Sensibilidade, verdade, lirismo sem perder o tom lúdico, universal e oníroco do cinema. E vou ficar esperando seu terceiro filme.


Prêmios Festival do Rio 2006:

Melhor Longa-Metragem Ficção
Melhor Direção - Karim Aïnouz
Melhor Atriz - Hermila Guedes
Prêmios Quanta e TeleImage ? Ficção

O CHEIRO DO RALO DE HEITOR DHALIA

CINEMA NACIONAL DA MELHOR MANEIRA POSSÍVEL








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O filme dirigido por Heitor Dhalia, conta a história de Lourenço(vivido por Selton Mello), um micro empresário que tem uma loja de compra e venda de objetos usados. É nesse espaço que se passa a maior parte do filme e onde vemos Selton Mello brilhar com um ar arrogante que sempre desdenha dos seus vendedores de objetos usados.Lourenço, aliás pensa que pode comprar tudo: montar um pai, cartas de tarô, canários belgas, sexo, fliperama, até uma bunda. A bunda é seu maior objeto de conquista, até ele se apaixonar pela dona do objeto de desejo.






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O personagem é mais uma criação do genial escritor de quadrinhos Lourenço Mutarelli,aliás o Cheiro do Ralo(o livro) é sua estréia em romance, e ganhou essa divertida e inteligente adaptação as telas feita pelo roteirista e escritor Marçal Aquino. O roteioro trouxe consigo todo o universo do romance, o que a meu ver, deixa a produção cinematográfica com um ar diferente de tudo o que já foi visto no cinema atual.

O filme é inovador e sua narrativa nos cativa do início ao fim.Conta ainda com uma trilha sonora que ajuda ainda mais a composição das cenas e personagens. O cheiro do Ralo é uma prova de que o cinema feito no Brasil pode variar e brincar com diversas linguagens sem cair no chavão da narrativa clássica e demente e muito menos espantar o público. Lourenço e seu mundo nos levam há uma ficção muito perto da nossa realidade. Os delírrios, o ódio, a soberba, a luxúria e os defeitos do protagonista são comuns(até demais) em todos nós. E o cheiro do Ralo , tão citado no filme e que persegue o protagonista ( e título da produção) é só uma lembrança do que somos capazes de produzir.O filme é obrigatório.




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O filme recebeu os seguintes prêmios no festival de cinema da cidade do Rio de Janeiro em 2006:

1 . Júri da Federação Internacional da Imprensa :

Melhor Longa Latino-Americano :

O Cheiro do Ralo, de Heitor Dhalia

2. Júri Oficial :

Prêmio Especial do Júri :

O Cheiro do Ralo, de Heitor Dhalia

Melhor Ator :

Selton Mello (O Cheiro do Ralo)