ANDRÉ CAVANCATI 174, DOCUMENTÁRIO CURTA.

O PRIMEIRO FILME A GENTE NUNCA ESQUECE.


Para Martin Sciarretta, Aline Calamara, Luis Gabriel Lopes e Henrique Santana , a galera da CINEL. E para Rozina Soares pelo opoio na produção.


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Terminei, na penúltima semana de novembro de 2006 o último corte do primeiro filme que dirigi, o documentário André Cavalcanti 174 . Das primeiras idéias trocadas com o dono do argumento, o amigo Martin Sciarretta, até o último fade com créditos finais na ilha de edição comandados por Luis Gabriel Lopes, foram no total sete meses de trabalho. E acho que conseguimos tornar uma idéia em movimento.Tá na lata, ou melhor, no dvd.


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A sinopse do Documentário:


Com o crescente fluxo de imigrantes estrangeiros e de outras partes do país para o Rio de Janeiro em busca de melhores condições de vida, a população da cidade chegou a dobrar no fim do século XIX, gerando problemas de habitação. Os cortiços surgiram como uma solução para os grupos sociais de baixa renda e se tornaram um negócio lucrativo para muitos proprietários.

O documentário André Cavalcanti 174 mostra a convivência e a vida nos dias atuais dos moradores de um cortiço, localizado próximo ao Centro da cidade, que ainda conserva em sua maioria os moldes arquitetônicos desta época. A disposição característica das moradias do cortiço forçam uma maior integração entre os que ali habitam.

O filme lança um olhar sobre os apectos sociais e culturais através da declaração de um historiador ,que ajuda na compreensão dessas mudanças ,e de depoimentos de pessoas que residem no local. Com esses relatos pode-se analizar o perfil dos moradores e as mudanças que ocorreram a partir do desenvolvimento urbano, já que são em sua maioria imigrantes, sendo inicialmente portugueses e hoje nordestinos.

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Agora é distribuir e ver a reação do público.

Equipe:


Produção: Faculdade Estácio de Sá, Núcleo de Cinema e Vídeo.

Roteiro : João Riveres, Jose Viana Filho e Luis Gabriel Lopes

Argumento, Fotografia, Câmera : Martin Sciarretta

Direção de Produção: Martin Sciarretta e José Viana Filho

Produção Executiva: Natali Pazete e Henrique Santana

Pesquisa e entrevistas: Aline Calamara e Karen Borowinski

Direção : José Viana Filho

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CORA CORALINA

ANA LINS DOS GUIMARÃES PEIXOTO BRETAS, A CORA CORALINA.

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Ontem relendo alguns poemas dela resolvi compartilhar com todos um, em especial que eu adoro, Nasci antes do tempo. Cora Coralina escreveu desde adolescente mas só teve sua obra publicada aos 76 anos. Em seus textos revela causos, o cotidiano de sua terra(Goiás) num registro marcado pela própria experiência.

Por esse motivo, mesmo não se filiando a nenhuma corrente literária, é considerada um marco na literatura brasileira do nosso século.Foi apresentada para o merco literário pelo mestre Carlos Drummond de Andrade que reconheceu em seus textos o valor da palavra profundamente vivida.

Vale a pena a leitura do poema e até o próximo post.

NASCI ANTES DO TEMPO

Tudo que criei e defendi
Nunca deu certo.
Nem foi aceito.
E eu perguntava a mim mesma
Por quê?
Quando menina,
Ouvia dizer sem entender

quando coisa boa ou ruim
Acontecia a alguém:
Fulando nasceu antes do tempo,
Guardei.

Tudo que criei, imaginei e defendi
Nunca foi feito.

E eu dizia como ouvia

A modo do consolo:
Nasci antes do tempo.

Alguém me retrucou.
Você nasceria sempre
Antes do seu tempo.
Não entendi e disse amém.