FESTIVAL DE CINEMA DO RIO DE JANEIRO ,2007


DE BRAÇOS ABERTOS PARA O CINEMA




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Começou no último dia 20 de setembro de 2007, o maior festival de cinema da américa latina: O festival da cidade do Rio de Janeiro. A cidade vai respirar cinema até o dia 04 de outubro, com mais de 400 filmes de 60 países em diversos cinemas espalhados pela cidade. Tem de tudo, desde o mais pop cineasta americano, Quentin Tarantino, passando pelo mestre coreano Park Chan-Wook, pela polêmica do diretor Michael Moore (“SOS saúde”) , até diretores premiados como David Lynch, Gus Van Sant, Milos Forman, Ken Loach, Todd Haynes, Kenneth Branagh, Zhang Yimou e por aí vai...


É só entrar na página e escolhar o seu filme.



Da minha seleção já vi(até domingo dia 23): A prova de Morte de Quentin Tarantino , Satanás de Andrés Baiz, As bonecas safadas de Dasepo de Lee Jae-yong. Todos, a sua maneira (estética, história, argumento, diretor e gênero), excelentes. E as duas outras semanas que vem verei mais filmes que prometem muito...




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P.S Não consegui ver a comédia do gênio Park Chan-Wook I’m a Cyborg, but that`s ok, agora é torcer para o filme cair na lista da mostra Odeon depois do festival ou esperar o lançamento do cinema.


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O VELHO PAULO COELHO

ESSE TAL PAULO COELHO





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Paulo Coelho de fato é um fenômeno de vendagem, calcula-se que tenha vendido 65 milhões de livros pelo mundo, sem falar da pirataria, principalmente a chinesa.Mas eu quero falar de um Paulo, que foi abafado pelo Paulo escritor fenômeno, traduzido em várias línguas, de livros que estiveram no topo das vendagens simultaneamente em vários países. Quero falar de um Paulo, que foi abafado pelo Paulo Coelho acadêmico, imortal e polêmico, que faz chover a qualquer momento, como um passe de bruxaria e que irrita críticos intelectuais e literatos que vedem somente para seus familiares.




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O Paulo que quero comentar é um Paulo Coelho genial, da década de setenta, hippie e que fez em parceria, com o gênio do Rock/MpB brasileiro Raul Seixas, dezenas de canções. Canções que tratavam de paixões perdidas, uma Ave Maria popular, de reencarnações e até de um pseudopacto com o diabo. É esse Paulo Coelho, que deve ser lembrado. Não o Paulo da coluna do Jornal “O Globo” , ou o tradutor de Khalil Gibran, ou o autor de “Histórias para pais , filhos e netos”...




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O verdadeiro Paulo, para mim, é o letrista, poeta urbano com um tom sarcástico e sagaz das coisas da vida. O Paulo irrequieto, tal qual seu parceiro rauzilto, que já se foi. É esse Paulo que deve ser imortal... lembrem-se: existiu e existe o Mago, que escreveu “GITA”, “S.OS” , “EU NASCI A DEZ MIL ANOS ATRÁS”, entre sessenta e tantas canções que fizeram e (e ainda fazem) da música popular brasileira ter uma pouco mais de originalidade e inteligência.



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Esse Paulo Coelho não precisa ser imortal, já o é , com suas doces canções em nossa memória perdidas em algum lugar da nossa sala.



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