CARNAVAL 2008







rio maracatu







MINHA CARNE É DE CARNAVAL, O MEU CORAÇÃO É IGUAL...






foliao









SWING DE CAMPO GRANDE
( Moraes, Paulinho Boca e Galvão)



Minha carne é de carnaval,
meu coração é igual
Minha carne é de carnaval
meu coração é igual
Aqueles que tem uma seta
e quatro letras de amor
Por isso onde quer que eu ande
em qualquer pedaço eu faço
Um campo grande,
um campo grande,
um campo grande ê
Um campo grande ê, ê, rá
Eu não marco touca,
eu viro touca,
eu viro moita
Eu não marco touca,
eu viro touca,
eu viro moita









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PRA FRENTE BRASIL(1981), DE ROBERTO FARIAS.

UM TOQUE NA FERIDA DA POLÍTICA NACIONAL EM MEIO A REDEMOCRATIZAÇÃO.




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Com o roteiro e direção de Roberto Farias, “Pra Frente Brasil” é uma filme que critica ,de forma direta e incisiva, os anos de chumbo da ditadura militar no Brasil. Como pano de fundo o Diretor usa a euforia do milagre econômico e a vitória da seleção na Copa de 70. Reginaldo Farias representa o cidadão comum da classe média brasileira.Que de certo modo, não representava nenhuma resitência a ditadura militar. O viés do filme, de colocar esse cidadão comum para ser confundido com um ativista político(ou suberversivo no glossário Militar), dar um tom ainda mais provocador a película.

De uma lado a classse média se sente provocada e até certo ponto ,incomodada ao ver um “cidadão de bem” ser confundido e torturado, enquanto todos comemoram as vitórias da seleção na copa do méxico em 1970. Do outro lado, os Militares são confrontados não só a ver um filme em que abre as portas do porões da tortura, bem como, os atinge com a metáfora de que pessoas comuns (as que lutam ou não) são mortas de forma violenta e covarde.

Produzido pela Embrafilme, ainda na ditadura militar(Governo do General Figueredo)e dirigido por um ex presidente da própria Embrafilme (entre 1974 e 1979), o filme casou uma reviravolta na estrura da produtora estatal.


Roberto Farias desvenda um fato político e social ainda dentro do período histórico que cita, o que faz o filme ter uma importância ainda maior em sua crítica.”Pra Frente Brasil” é um filme que anuncia a nossa busca pelos malefícios sócio- culturais que a ditadura militar nos obrigou a sofrer.Abriu a década de oitenta como um tema que seria bastante abordado dentro da redemocratização.Por isso o filme serve, até hoje, de referência para produções que abordaram, abordam e abordarão, como pano de fundo ou como tema principal, a ditadura militar brasileira.



PIXOTE- A LEI DO MAIS FRACO, DE HECTOR BABENCO..

Da série "os meu filmes prediletos da década de oitenta":



Pixote: O grito social que abre a década de oitenta..



Pixote





Hector Babenco joga na tela uma realidade social difícil de ser encarada.Pixote – a lei do mais fraco, ao primeiro momento, choca e incomoda. A história de um menino de dez anos e sua saga, abriu os anos oitenta dialogando e denunciando o completo abandono do Estado com suas crianças carentes e de baixa renda.Estão no filme, os reformatórios falidos funcionado como uma escola para a deliquência,a rua como abrigo do abandono, as drogas e a violência.

Dividido entre críticas e aplausos, Pixote escancara , na década de oitenta, problemas sociais graves, muitas vezes escondidos nas estatísticas da ditadura militar.É um filme que por sua estética e narração apelou ao mundo para que olhasse a vida dos meninos abandonados pelas marginais das grandes cidades.



Pixote faz da exclusão social um ponto de partida para uma análise mais profunda da desigualdade no Brasil.Produzir um filme que entrasse nesse tema de uma forma tão pungente, em época de ditadura, fez da produção um marco, dentro da história do cinema nacional.O filme ganhou o mundo e concorreu a diversos prêmios internacionais, incluindo uma indicação ao globo de ouro.Abrindo, inclusive, portas para o diretor Hector Babenco no mercado norte-americano.

O mundo de Pixote, Dito, Lilica, Chico, Fumaça e da prostituta Sueli não durou somente duas horas nas telonas do cinema do mundo a fora, ele ficou e até hoje incomoda os olhos da sociedade brasileira.O que faz de Pixote – a lei do mais fraco, ser uma referência obrigatória, ainda hoje, para qualquer filme que tente explorar o viés social para narrar uma história no cinema social.