ADVOCACIA SEGUNDO OS IRMÃOS MARX

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A peça , que está em cartaz no Teatro das Artes(no shopping da gávea), as terças e quartas, sempre as 21:00 hs é um perfeito convite ao riso. É uma livre adaptação da obra dos irmãos Marx e conta com um elenco que faz jus ao texto deles e ainda acrescenta humor de sobra para cada pequena estória vivida.

Heloisa Périsse está excelente e na medida certa como uma advogada corrupta que vive com a tensão de ser despejada. O elenco que compõe seus assistentes interage com ela de forma certeira, e o resultado não poderia ser outro: riso certo e uma peça obrigatória para as férias de julho (vai até 27 de agosto).


ADVOGACIA II

Além do execelente texto de Bernado Jablonski que assina também a direção junto com Fabiana Valor, vemos e ouvimos as improvisações do atores que compõe o grupo Z.É ( Marcelo Adnet, Gregório Duvivier, Rafael Queiroga e Fernando Caruso) é desse quarteto que vemos os melhores momentos nas seis pequenas estórias que se intercalam.

Fernando Caruso está impagável nos diversos personagens que interpreta, Marcelo Adnet e Rafael Quieroga também não ficam atrás, e o segredo da montagem, é a forma como eles interagem com Perisé ,e ainda, pela forma ágil e criativa como as estórias vão se intercalando ( o cenário tem um papel fundamental nessa agilidade) . Fazem parte ainda do elenco, Nedira Campos , Diana Herzog e Roberto Guilherme ( o eterno sargento pincel dos trapalhões).

Advocacia segundo os irmãos Marx além de nos divertir bastante, ainda nos mostra que o humor não tem idade, já que vemos no palco várias gerações se unindo para nos presentiar com um show de riso e inteligência. A peça é obrigatória...

ADVOGACIA

MARLON BRANDO

O PRIMEIRO E ÚNICO REBELDE

Ator Marlon Brando

No dia 02 de julho de 2004 (há quatro anos atrás), morreu Marlon Brando, e , como toda sua vida foi de atuação, seu final foi digno de uma ópera: morreu só , em um hospital de Los Angeles, de uma causa não divulgada e pobre(devia vinte milhões de dólares). Estava com oitenta anos, gordo e quase não atuava mais(seu último filme foi à Cartada final de 2000 com Robert de Niro).

Não era mais o Brando que conseguiu cinco indicações seguidas do Oscar, ganhando na última por “Sindicato dos Ladrões” (1954), nem o Brando que defendia as causas indígenas e ambientais. Não era mais o sedutor de um “Uma rua chamada pecado” (1951, na minha opinião sua melhor atuação), nem o sofrido e dúbio homem de “O último tango em Paris” (1972).

Brando I

Brando, no decorrer da sua vida, mergulhou em loucuras que talvez só seu personagens pudessem viver. Viu seu filho matar o cunhado e depois amargou o suicídio de sua bela filha... Subiu em tribunais para defendê-lo como a mesma força que Vitor Corleone em “ O poderoso Chefão” (1972,ganhou outro Oscar), e por último viveu em uma solidão, até morrer, igual ao Col. Walter E. Kurtz em “Apocalipse Now (1979, na minha opinião o melhor filme de guerra já feito).

De fato podemos dizer com toda a certeza, que ele não deixou sucessores(talvez uns imitadores), há outros grandes atores, mas nenhum levou tão pouco a sério a forma de atuar e mesmo assim foi tão genial como Marlon Brando, o primeiro e único selvagem do cinema mundial.
Brando II