ANIVERSÁRIO DO RIO DE JANEIRO

Cristo Redentor








Será que Estácio de Sá, ao fundar a cidade do Rio de Janeiro, em 01 de março de 1565 , sabia o paraíso que estava criando? Anos mais tarde se tornaria a capital federal e uma das mais importantes cidades da América. Falar do Rio é falar de música, revoluções ,política e saber que parte da história da cidade, se confunde com a do nosso país.


Portela




Eu quero lembrar da cidade do Chico, do cristo, do aterro, do Vasco, da Portela, da bossa, da fossa, da Globo, do cinema, das praias, da lapa, do rock,dos monumentos, do flamengo, do sincretismo religioso , dos tricolores,do chopp, dos botecos, do joelho com suco de caju,da cobal, do maraca, do Jobi, do botafogo, do remo,do Jardim Botânico ,dos túneis ,das lagoas, dos cariocas e dos que moram e amam essa terra como se fossem dela.



Sao sebastiao





Vamos celebrar o Rio que vende alegria, improviso e vanguarda. Esse Rio, merece um belo abraço e um parabéns bem alto.É esse Rio que olhamos e sentimos orgulho de viver nele.

Parabéns ao São Sebastião do Rio de Janeiro...


Fogos


O Lutador de Darren Aronofsky

ALÉM DE SOCOS E PONTAPÉS





Poster, o lutador






Quem ler o título e pensar que O Lutador (The Wrestler, 2008) é mais um filme estilo “Van Damme” de ser, engana-se. O lutador do título é vivido magistralmente pelo esquecido ator Mickey Rourke. O ator vive Randy "The Ram" Robinson, um astro de luta livre da década de oitenta, que continua , mesmo vinte anos depois, tentando manter sua fama nos ringues. Visivelmente decadente, o Lutador , além de enfrentar seus adversários em lutas combinadas(mas que machucam e muito) , tem que enfrentar a vida fora das arenas;e é exatamente ai o ponto que mais toca o filme.

Randy "The Ram" Robinson tenta adaptar-se a vida real: tenta um trabalho em supermercado, tenta se reaproximar da filha, tenta viver uma paixão com uma stripper(vivida na medida por Marisa Tomei). Tudo isso em meio a sua queda , após um infarto, causado pelos excessos de esteróides e anabolizantes.


O lutador II



Em seu quarto filme, Darren Aronofsky, usa na medida exata, o drama e a ação propriamente dita: as cenas de lutas são um ponto alto do filme, com Mickey Rourke levando ao extremo da realidade ( a ponto de ter se cortado de verdade). A câmera na mão, também parece brigar com "The Ram", as vezes quase que ocupando os espaços entre a ação do personagem.O roteiro nos leva também a um revival dos anos oitenta, pela trilha sonora(recheadas de rock farofa dos anos 80) e pelos velhos personagens de luta livre e seus apelidos desconcertantes.

O filme é uma sucessão de acertos, mas nada se compara a entrega de Mickey Rourke ao personagem, vivendo uma própria catarse de sua vida real: Ele foi astro, virou lutador de boxe, viveu no ostracismo e uma operação plástica mal feita, encarregou de deformar seu rosto. Talvez o “The RAM”, que luta de forma fake nos ringues e não aceita a velhice, e briga com a vida para se acertar, tenha um pouco dele. O resultado é um homem que vai muito além de socos e pontapés. O filme nos mostra diversas lutas que todos enfrentamos dia-dia, algumas perdemos ,outras saímos vitoriosos. Não é assim que é a vida?



O lutador