AMOR NUNCA É DEMAIS





AMOR NUNCA É DEMAIS







Amar nunca é demais.

Também assim
Do teu lado, pudera !

É como um muro de hera,
Que se entranha no concreto
E sobrevive ...

Amar nunca se faz
Em vão:
Conserta o meu coração
E transforma minhas dúvidas !

O amor não é por acaso,
O amor em ti floresce
Transmite a paixão
Transmuta em teus carinhos
E beijos,
E dita os meus desejos
Para explodir em ti !





ESCOLHA





ESCOLHA


Meia palavra
Solta e envolta
No meio do meu coração

Solto e revolto
Uma podre canção.
Já não tenho escolha
Quando olho
Nos teus olhos
Os verbos já estão.




OLHA






                    OLHA
                         Tantos olhos na multidão...
Vejo tantas pessoas
E eu só queria te ver.





A CANÇÃO DA MÃO



A CANÇÃO DA MÃO
Minha voz não alcança
Onde quero chegar!
Meu mundo se perde
Quando desafino...


Assim é o destino:

Cantar, para males espantar
Correr, para um sentido seguir
Sofrer quando não se sabe amar
Escrever quando cabe sentir.








COPACABANA NOITE ADENTRO






 
 
No instante que escarro

Na têmpora do tempo,

Eu , ousado e inerte,

Mergulho na maresia

Que, por horas, via.

E encontro “ques”  e presentes.

Na minha rua,
Gritos e tropeços!
Neva coca no Lido.

Copacabana,
Um instante e dois versos.
Minhas rimas, meus desejos.
E outrora inverto o sentido
do meu tempo.