PONTO PÉ para Georgiana Lima Viana E procuram “Gês” e “êmes” e esqueceram teu “pê” ... "P" dos teus pés que flutuam e me fazem pensar que queres sempre dançar...
ALGUMA CIDADE NO AR OU RECIFE AND SONG Foto: Érica Colaço Nessa cidade eu me descubro e tão pouco me cubro nas ladeiras e nos quintais. Nessa cidade, necessariamente nela, vejo telhados e vejo o mar... Vejo horizontes perdidos e choros bandidos dos arrecifes vicinais. Vejo tão clara, a tua fonte em que crio, meus horizontes em lembranças matinais.
CHÃO Lembro-me que aqui fiz versos e dancei com ninguém! para ninguém disse "te amo". E confuso e Arquétipo sereno e cruzado, duas outroras três sonetos foram suficientes para me manter no chão.
CHORO Sei que sou homem Já não sou criança, Mas quem disse que chorar É privilégio de bebê? Às vezes tenho fome, Quero colo, quero beijo; Quero mãe como quem quer sonhar. Quero sonho, não pesadelo, Tenho fome e sede de amar.
AMOR NUNCA É DEMAIS Amar nunca é demais. Também assim Do teu lado, pudera ! É como um muro de hera, Que se entranha no concreto E sobrevive ... Amar nunca se faz Em vão: Conserta o meu coração E transforma minhas dúvidas ! O amor não é por acaso, O amor em ti floresce Transmite a paixão Transmuta em teus carinhos E beijos, E dita os meus desejos Para explodir em ti !
ESCOLHA Meia palavra Solta e envolta No meio do meu coração Solto e revolto Uma podre canção. Já não tenho escolha Quando olho Nos teus olhos Os verbos já estão.