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POESIA COISA E TAL...

 P OESIA COISA E TAL     Tal qual no quadro, Nas fotos,nas portas Nos portas, nos dias...   No escuro do vício Infinito da madrugada Na consciência do verbo,   Poesia representa, agora, O choro que aflora Que jorra Que fere   Que dribla:   A lógica caduca De coisas e tais dilemas; Mal escritos.      

O MEU CANTAR VAGABUNDO

    O MEU CANTAR VAGABUNDO   Palavras, foram... Na certa ditaram O desmantelo incompleto De verbos esquecidos!   Esqueceram, Molharam A incompetência inerte De dar melodia As consoantes.   Encolheram Sumiram, Instante após instante...   Eu, meio que em prece, Torço para que tudo Amanheça!   Palavra por favor (uma só já basta) Cresça..   E entupa meu quintal Com orações pobres , Rimas fáceis Ou português falido!   E que a libido Permaneça Em estado constante De criação notívaga.          

CANTO

  CANTO   Não tenho canções compostas, Apenas   dois livros lidos. Minhas paredes são minhas costas, De tudo aquilo que tenho sofrido.   Quando fiz essa canção, Apenas criei mais monstros, Porque   tudo   que digo e dito, Depois se transforma em sonho.        

TRISTE CONCLUSÃO DE UM LONGO SÁBADO MORNO

Lápis na boca                         E o coração na mão...

ESCAPISMO

            ESCAPISMO   Uma parte da minha vida Foi cair na estrada, Outra, quase nada, Nada fez.   Uma parte, bem pequena, Se vicia e se transforma E não ver à hora De fugir por inteiro.      

CABELOS

Cabelos não são pêlos São peles.   São segredos Desejos Verves. E Rapunzel tem suas tranças... E você quando dança Joga e balança seus cabelos! ... Balança? Dança, dança, Só não cansa Nem esquece Que tua pele Me aquece...

COMIDAS, BEBIDAS E GOFADAS

   Caldo de carne Derretido em água fria, Não tem o mesmo efeito Do que no calor Da tua boca. Feijão queimando Nos ouvidos Dos teus sonhos, Trás outro cheiro,  diferente do esmalte da panela. Um vinho degustado Na tua pele, Trás o mesmo prazer Que dois charutos Aos pés dos meus lábios. E tua carne temperada Com meus beijos, Vem com o mesmo gozo De um poema bem dito E desejado!

NOVES FORA

      NOVES FORA   O silêncio é o pior não   Tanto chão Tanto pó   E meu rosto só   Só querendo Teu beijo.

TRISTE DESTINO DE UM GOL

TRISTE DESTINO DE UM GOL                             Para Dener Augusto de Sousa, um anjo do futebol!!     Lindo drible de Garrincha o moleque deu...   Se a vida não fosse uma lágrima   Teria ele, deixado colado o riso de um gol, nas arquibancadas.

400 ANOS DE SÃO LUÍS DO MARANHÃO

  Foto: Georgiana Lima Viana     SÃO, SÃO,SÃO,   LUZ...! Ontem fui ruína Casarão podre Calçada sem Cantaria! Hoje sou o fio Que aquece As noites De tambores ancestrais! E quando bate a matraca Bum, bum, bum Meu boi São Luís parece que foi Um instante melhor.