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REENCONTRO

REENCONTRO para Moranguinho Tobias Há tanto tempo estás em mim: Ao olhar para a lua Em um passo no asfalto No grito de um gol. Estiveste sempre aqui: Em alguma dança de rua Em um muro pichado Em um gato de rua. Na água Na fome Na roupa No mais básico desejo do instinto Na necessidade mais bruta. A minha canção mais longa Meu Whisky mais puro Meu vício mais límpido... Ao tempo que driblo: Estiveste, estás e estarás Junto a mim!!! ©José Viana Filho

MARIA DO VOVÔ

MARIA DO VOVÔ I A FAZENDA Localizada na área rural de Caxias, Maranhão, no bairro de Trizidela, a fazendo de seu Macêdo, era uma grande área com um pouco mais de três mil hectares de terra. Era apenas uma, das quinze que herdara do seu sogro Frederico Ramos. Casado há quase vinte anos com Matilde, ele escolheu para morar naquela terra que dizia ser o paraíso: pasto, matadouro, açude e até uma cachoeira de águas cristalinas que desembocavam no rio Itapecuru. A casa maior, era em estilo colonial com vinte quartos, sendo doze suítes e diversas divisões, dentre elas: sala de costura, cozinha, uma extensa sala de jantar e uma varanda, que era o lugar predileto de seu Macêdo. Ela era bem grande, e lá ele podia sentar em sua cadeira de balanço e contemplar o pôr do sol, ao mesmo tempo em que, observava seus diversos empregados trabalharem para tirar o boi do pasto, recolher os cavalos, e ainda, observar as empregadas na correria para preparar seu jantar. Ali...

A MULHER DO LAURO

Da série "Relicário de Lembranças" A MULHER DO LAURO I Nossa senhora me dê a mão, cuida do meu coração. Era dezembro de 1948, o município de Caxias no Maranhão estava em plena estiagem ou brobó, como assim chamavam os moradores. Era um período de altas temperaturas em todo Estado. Lauro era um coletor fiscal recém empossado, e andava por aquela região montanhosa, cheia de buritis, carnaúbas e bacuris. Era um trabalho insalubre, sempre com estradas nem sempre asfaltadas e com muito, muito calor. Chegar em Caxias aquele mês era alívio. Uma das maiores cidades do Estado, tinha todas a benesses, que um viajante como Lauro, gostaria de ter: um hotel confortável e principalmente um bom restaurante. A cidade vivia os anos de ouro do então prefeito Eugênio Barros, futuro Governador do Maranhão. Sua chegada coincidiu ainda, com os festejos de Nossa Senhora da Conceição, Santa que dava o nome da Igreja da Matriz. A festa atraia muitos devotos, transeunt...

A VIDA EXTRA - ORDINÁRIA DE TARSO DE CASTRO

É certeiro: o segredo de um bom documentário, é ter um tema com “apelo”. A vida de Tarso de Castro tem de sobra: fundador do Pasquim e outros tantos semanários e colunas de jornais, amigo e inimigo de outros “grandes”, um revolucionário da crônica, um cara que viveu todas as paixões de uma forma bem visceral. Você pode nem saber quem foi ele, mas após essa documentário, no mínimo vai querer procurar algo da sua obra. Tá no Google Play , indico... ©José Viana Filho

INTERROGATÓRIO

INTERROGATÓRIO Cada coisa em seu lugar: A primeira? te amar!! Cada verso com sua cor: O que pincelo?   o amor... Com teu nome posso brincar: Amoi, amoisão ... O que não quero? Sofreguidão. O infinito posso mirar: O que não finda? Nossa paixão!! ©José Viana Filho

31 DE JULHO OU SUCESSO EM QUALQUER LUGAR

31 DE JULHO OU SUCESSO EM QUALQUER LUGAR  Da s memórias do meu pai II ... Santa Inês pela sua localização privilegiada, um dos eixos rodoviários do Estado do Maranhão, teve o privilégio de ser uma das sedes de um dos maiores Armazéns do Nordeste. Conhecido por seu comércio aquecido e diversificado, a cidade no final da década de setenta e começo de oitenta, viveu um grande crescimento e impulsionou quem nela investiu. O conhecido Armazém, com origens na década de trinta no Rio Grande do Norte, começou na esquina da rua do Comércio com a rua Nova, criando até um ponto de telespectadores envolta das televisões exposta na loja. Sempre foi uma referência de grande comércio de eletrodomésticos, tecidos, roupas , assim como, sempre possuiu uma vasta linha de crediário que fazia realizar o sonho de muitas famílias de realizarem o sonho de ter uma televisão, uma geladeira e outros eletrônicos que permeavam o sonho da classe trabalhadora. Trinta um de julho é o aniv...

VOLTAS PELO NOSSO MUNDO

VOLTAS PELO NOSSO MUNDO para Moiseane Tobias   Quero andar pelas estradas Junto com teus pés! Tua mão aqui Com a minha... Seja em São Paulo Ou Tel Aviv Em muitos lugares Com você estive. Olhos arregalados Para as voltas que Nossa vida deu. Em Paris ou Budapeste Meu coração é teu. ©José Viana Filho

MINHA DOCE RECEITA DE AMOR

CAPÍTULO I - Verão de 2001 Era quase impossível imaginar que ele iria se acalmar. Foram quase seis carreiras de cocaína, cheirados com intervalos de menos de trinta minutos. Encarcerada por quase seis horas, Maria de Fátima se mostrava apreensiva. Trabalhando com o codinome de Polyana, a atendente massagista e profissional do sexo, universitária de Direito, que se dizia poliglota, não contestava em nada o monólogo de Sérgio.   Ele falava sozinho, gesticulava e dava passos apressados no quarto do hotel quatro estrelas da cidade. Olhava insistentemente pela janela, abrindo de forma discreta a cortina. Saia e voltava, interrompendo por idas ao banheiro, à medida que, cheirava mais uma carreira. Maria de Fátima, a Polyana do anúncio, seminua com um body preto semitransparente, ficou na cama e vez ou outra pedia para Sérgio se acalmar. Aos berros ele dizia que aquilo não era forma dela ganhar dinheiro, que Deus tinha plano para ela, que ele iria salva-la....