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PARK CHAN-WOOK E A TRETALOGIA DA VINGANÇA.


PARK CHAN-WOOK COM SHOYU E MACARRÃO

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O Festival de cinema do Rio de Janeiro no ano de 2005 revelou de uma vez por todas, ainda que já soubéssemos por um único filme, o talento e a maturidade precoce de um diretor coreano: PARK CHAN-WOOK. Tive a oportunidade de assistir aos dois filmes restantes da trilogia da vingança. Aliás, os dois filmes mais concorridos da mostra "Midnight Movies" do festival carioca. O cine Palácio, na cinelândia carioca, foi o palco escolhido para a mostra de "Sr. Vingança" de 2002 e "Lady Vingança" de 2005(esse ainda prestes a fazer estréia no circuito em 2006). A mostra também nos revelou uma grata supressa: ainda teria um filme média seu chamado "Cut"; que integrava junto como mais dois outros episódios("Box" de Takashi Miike e "Dumplings" de Fruit Chan) o filme "Três Extremos". E o roteiro logicamente falava de vingança. O que seria uma trilogia completa se transformou em uma tetralogia da vingança.

Ver uma pouco mais da sua obra me fez ter (ainda mais) a certeza de que estamos diante de um gênio do cinema moderno. Ele é um cineasta que divide platéias, vide Cannes em 2004, onde após projetar seu filme viu-se entre vaias e aplausos calorosos. A maior admiração do festival veio de Quentin Tarantino, presidente do júri a época. 'Old Boy" saiu com o "Grande Prêmio do Júri", no Festival de Cannes. Mas para dar um gostinho na boca dos leitores vamos recordar em pequenas sinopses cada filme:

O começo da tetralogia começa com:


"Sr. Vingança":


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Seu filme mais cru e direto. Para mim o melhor de todos. A trama gira em torno de um surdo mudo que quer ajudar sua irmã que precisa de um transplante de rim. Vê a possibilidade de seqüestrar a filha do seu ex chefe (por vingança, pois foi despedido no momento que mais precisava) para tira-lhe o órgão. Mas os planos obviamente não seguem o curso. E há uma vingança dentro de outra vingança que terminará em outra vingança. Um roteiro que não te deixa respirar, mesclando todo o estilo de PARK CHAN-WOOK, fazem desse filme uma pérola da sétima arte.

Uma má notícia: Quem não viu no festival (a cópia veio com legendas em inglês e assistimos com tradução simultânea), vai ter de esperar em DVD, isso se vier a ser lançado.


"Old Boy" :



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O maior sucesso de sua carreira até então, já mescla sua crueza com um lirismo que só os diretores orientais sabem imprimir(na minha opinião). O filme narra aquela que será a mais fria e calculista vingança que um ser humano pode sofrer pelo outro. Vou parar por aqui porque entrar no terreno descritivo desse filme seria estragar as diversas viradas que o roteiro dá.Impressionante, violento e perverso. Aviso importante: Tirem as crianças da sala e se você tem estômago fraco, esqueça.

Boa Notícia: Já tem em Dvd. Eleito um dos dez melhores filmes, pelos cariocas, em 2005.



"Cut":


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Segundo episódio que compõe o filme "Três extremos", o diretor mistura aqui humor negro para desenvolver a trama de um figurante que se vinga de um diretor famoso por nunca o ter notado ou quem sabe lhe ter dado um papel melhor. Destaque para os elementos que compõe o cenário da vingança do figurante psicopata, que, aliás, está impecável na atuação. Cruel e ao mesmo tempo engraçado.

Sem notícias: sendo uma produção de 2004 acho difícil chegar às telas. Acredito que sairá direto em DVD.


"Lady Vingança":



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E fechando com chave de ouro a tetralogia, o diretor coreano explora o universo feminino, colocando o ódio de uma mãe que quer vingar-se de um homem , responsável pela separação do seu filho e ainda a colocou na cadeia, forçando-a a admitir um crime que não cometeu. Com uma produção bem mais rica, PARK CHAN-WOOK, nos brinda com uma história recheada de ódio e ,na minha opinião, nos leva a vingança mais macabra de todos(Kill Bill fica parecendo história infantil). Já se despedindo do tema ele termina de forma mais lírica o filme. O que nos faz imaginar o que vem pela frente.Uma coisa é certa : ele tem de mudar de tema.


Notícia quase boa: O filme deve ser lançado ainda esse ano, mas somente em no pequeno circuito "Rio - São Paulo".

Obs: Não se espantem se esse diretor invadir os estúdios americanos com sua inteligência, seu estilo, sua originalidade, que fizeram a platéia do Rio de Janeiro aplaudir de pé todos os e seus filmes projetados no festival carioca de 2005.

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