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CIDADE VAMPIRA, A PEÇA

A JUVENTUDE ENVELHECEU Vi há alguns meses atrás no Teatro Ziembinsky, a peça "Cidade Vampira" de Fausto Fawcett e Henrique Tavares e fiquei atônito pela crítica voraz e inteligente que Henrique (com seu texto) e Fausto (com suas músicas ) imprimiram na elaboração da peça. Baseado no caso da patricinha parricida Suzane von Richthofen, o texto nos leva por um passeio dos tempos atuais. Jornalistas querendo furo a qualquer preço, delegados posando de estrela de televisão, cidadãos comuns vítimas do vampirismo das grandes cidades. E lógico, explora ao limite todos os conceitos e vícios dessa geração que, a meu ver, parece cada vez mais centrada em imitar vídeo games (lendo cada vez menos e teclando cada vez mais). O caso que chocou o Brasil e o mundo tem uma versão "vídeo clipe" e antecipa até o final feliz para a grande estrela da mídia do momento. Engraçado como o deboche da Susana da peça (vivida por Carla Faour) parece ter antecipado o deboche real da verdadeira a...

PARK CHAN-WOOK E A TRETALOGIA DA VINGANÇA.

PARK CHAN-WOOK COM SHOYU E MACARRÃO O Festival de cinema do Rio de Janeiro no ano de 2005 revelou de uma vez por todas, ainda que já soubéssemos por um único filme, o talento e a maturidade precoce de um diretor coreano: PARK CHAN-WOOK . Tive a oportunidade de assistir aos dois filmes restantes da trilogia da vingança. Aliás, os dois filmes mais concorridos da mostra "Midnight Movies" do festival carioca. O cine Palácio, na cinelândia carioca, foi o palco escolhido para a mostra de "Sr. Vingança" de 2002 e "Lady Vingança" de 2005(esse ainda prestes a fazer estréia no circuito em 2006). A mostra também nos revelou uma grata supressa: ainda teria um filme média seu chamado "Cut"; que integrava junto como mais dois outros episódios("Box" de Takashi Miike e "Dumplings" de Fruit Chan) o filme "Três Extremos". E o roteiro logicamente falava de vingança. O que seria uma trilogia completa se transformou em uma tetral...

VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO

O FIM DA GUERRA ESTÁ NOS PÉS, NAS MÃOS E NA CABEÇA.... Costuma-se comparar a irresponsabilidade do motorista brasileiro ,que gera inúmeras vítimas no trânsito, com a mesma de um cidadão em guerra ao puxar um gatilho e disparar em todas as direções à procura de uma vítima. Há, em parte, uma verdade , o nosso trânsito mata. E prova que mais do que uma simples guerra que vivemos no caos das grandes cidades e em auto estradas, essa batalha não acabará da noite para o dia sem uma completa reeducação dos motoristas brasileiros e nem tão pouco, uma faxina geral de quem tem o poder para fazer o código de trânsito funcionar. Não se chega a esse triste recorde à toa, no Brasil pesa o fato de que nossos motoristas vem em um longo processo de formação caduco e irresponsável . Temos no trânsitos diversas gerações de motoristas que literalmente compraram carteiras, eximindo-se do fato de toda cartilha básica para o aprendizado inicial para se chegar as ruas e estradas do Brasil. Soma-se a isso tod...