Nos antigos rincões da mata virgem Foi um sêmen plantado com meu nome A raiz de tão dura ninguém come Porque nela plantei a minha origem Quem tentar chegar perto tem vertigem Ensinar o caminho, eu não sei Das mil vezes que por lá eu passei Nunca pude guardar o seu desenho Como posso saber de onde venho Se a semente profunda eu não toquei?
Esse longo caminho que eu traço Muda constantemente de feição E eu não posso saber que direção Tem o rumo que firmo no espaço Tem momentos que sinto que desfaço O castelo que eu mesmo levantei O importante é que nunca esquecerei Que encontrar o caminho é meu empenho Como posso saber de onde venho Se a semente profunda eu não toquei?
Como posso saber a minha idade Se meu tempo passado eu não conheço Como posso me ver desde o começo Se a lembrança não tem capacidade Se não olho pra trás com claridade Um futuro obscuro aguardarei Mas aquela semente que sonhei É a chave do tesouro que eu tenho Como posso saber de onde venho Se a semente profunda eu não toquei?
Tantos povos se cruzam nessa terra Que o mais puro padrão é o mestiço Deixe o mundo rodar que dá é nisso A roleta dos genes nunca erra Nasce tanto galego em pé-de-serra E por isso eu jamais estranharei Sertanejo com olhos de nissei Cantador com suingue caribenho Como posso saber de onde venho Se a semente profunda eu não toquei?
Como posso pensar ser brasileiro Enxergar minha própria diferença Se olhando ao redor vejo a imensa Semelhança ligando o mundo inteiro Como posso saber quem vem primeiro Se o começo eu jamais alcançarei Tantos povos no mundo e eu não sei Qual a força que move o meu engenho Como posso saber de onde venho Se a semente profunda eu não toquei?
E eu Não sei o que fazer Nesta situação Meu pé...Meu pé não pisa o chão.
Feliz Aniversário Lulu!
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Hoje é o dia do meu aniversário!
Divido um pedaço de bolo com todos vocês.
Big Beijos
*Lulu*
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The Big March 2012
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Chegou enfim o The Big March 2012. Mais de um milhão de pessoas em milhares
de organizações em todo o mundo se inscreveram e você pode participar
também, b...
Eu ArDo!
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Eu ardo!
Em amor
Em desejo.
Carrego nos poros
O calor do mundo inteiro.
Uma chama que arde sem doer
Que arrepia minha pele
E me faz sempre querer.
Ouriç...
PoesiaAntes que tardeHoje é dia
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*Perdão*
Perdão
Pela tua grandeza
Pela certeza
Do desencanto
Teu canto que eu não mais sei ouvir
Sentir o tempo
A chamar
A carne a queimar
No tempo incert...
Sou carioca de Niterói
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Mais uma vez, a globo arrasou na vinheta em homenagem ao aniversário do
Rio: 447 anos!!!
Super me identifiquei, já que sou da cidade vizinha!!!
E lembrei da...
Sumiu tudo!
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Então, a pessoa, pouco esperta aqui, excluiu o blog e se esqueceu de
reativar depois de três meses para ele não ser excluído definitivamente.
Fiz esse lanc...
Feliz Ano Velho
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Sou música indo
e voltando
a alimentar-te os ouvidos
e a alma liberta
recém-salva pelo maior super-herói
que os Quadrinhos já viram...
Em resposta, eu te a...
Com um pé na parede, eu conto os dias que desperdicei andando
Genialeria
Tempo nas rimas do meu estilo
Palavras ao vento
AVISO AOS NÁUFRAGOS
Esta página, por exemplo,
não nasceu para ser lida.
Nasceu para ser pálida,
um mero plágio da Ilíada,
alguma coisa que cala,
folha que volta pro galho,
muito depois de caída.
Nasceu para ser praia,
quem sabe Andrômeda, Antártida
Himalaia, sílaba sentida,
nasceu para ser última
a que não nasceu ainda.
Palavras trazidas de longe
pelas águas do Nilo,
um dia, esta página, papiro,
vai ter que ser traduzida,
para o símbolo, para o sânscrito,
para todos os dialetos da Índia,
vai ter que dizer bom-dia
ao que só se diz ao pé do ouvido,
vai ter que ser a brusca pedra
onde alguém deixou cair o vidro.
Não é assim que é a vida?
(Leminski)
Prosa & Poesia
Ofício
(Nauro Machado)
Ocupo o espaço que não é meu,
mas do universo.
Espaço do tamanho do meu corpo aqui,
enchendo inúteis quilos
de um metro e setenta e dois centímetros,
o humano de quebra.
Vozes me dizem: eh, tu aí!
E me mandam bater serviços de excrementos
em papéis caídos numa
máquina Remington, ou outra qualquer.
E me mandam pro inferno, se inferno houvesse
pior que este inumano existir burocrático.
E depois há o escárnio da minha província.
E a minha vida para cima e para baixo,
para baixo sem cima, ponte umbilical partida,
raiz viva de morta inocência.
Estranhos uns aos outros, que faço eu aqui?
E depois ninguém sabe mesmo do espaço que ocupo,
desnecessário espaço de pernas e de braços
preenchendo o vazio que eu sou.
E o mundo, triste bronze de um sino rachado,
o mundo restará o mesmo sem minha
quota de angústia e sem minha parcela de nada.
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José Maria Soares Viana é autor dos Livros "Histórias e Estórias" e "O Vale do Ouro Branco",
além de músico, poeta , arranjador, cronista e contista, ele também é meu pai. Abaixo um poema de sua autoria:
ZECA ! ... ESTOU CALMO!... CALMO!
Zeca!...
Estou calmo!... Calmo!
Tranquilo!...Tranquilo!...
Lasso no ócio
Da minha insipiência óssea;
Longe, bem longe das vorazes vozes;
-Do alto patamar do meus
Setenta vezes trezentos e sessenta e cinco dias
[ e mais um quarto,
Ou seja, mesmo setenta janeiro vezes dez
(Assim fica um pouco melhor ante a intuição geral
- intuitiva percepção);
Os sonhos – esses meus seguidores mais fiéis,
Companheiros invulneráveis, itinerantes, inseparáveis...
- Ainda continuam seguindo-se os passos,
Embora que estes, vez por outra, tropecem
E o façam não somente nas depressões urbanas,
Mas também, na imensa maioria,
Nas invisíveis pedras
Sobrepostas ao longo do caminho da vida,
Na estrada dos anos...
Que pena!
Já não mais se corre como antes
Corria-se, seguia-se, ia-se...
Contudo, agora, pelo menos, ainda segue-se...
E, muito mais rápido, vai-se...
Ah, Zeca,
Não nos olvidemos!
É , pois, essencial
Que tenhamos em mente,
Ativa e permanentemente,
a certeza de que,
Quando(sempre envolvendo o metal precioso)
Mentem os lá de cima,
Os cá de baixo
Sentem na vida, na alma, no bolso
E – de forma cruciante! – no estômago.
Até parece que descobri o Brasil
O Brasil, que já vinha descoberto
E que , depois, passou a viver em descoberto
Como vive, é vero, o meu CHEQUE ESPECIAL!!!!