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Mostrando postagens de 2017

BONSUCESSO MON AMOUR

Ele ficava na janela, espiando os carros que passavam pelas ruas do Leblon. Ela, completamente nua na cama, admirava seu parceiro só de cueca e de costas. Ficava torcendo para ele vir imediatamente para a cama e roçar a sua pele , que para ela era a mais macia do que qualquer homem que tivesse conhecido. Aliás, ela desconfiava que só aguentava as diferenças culturais e financeiras, desse seu relacionamento adolescente(bem como sua mãe dizia), por causa da sua pele; pele negra e macia. Ele parecia envolto de mistérios e comentários inteligentes, mas quando saía da janela , só reclamava em não entender o porquê dos amigos dela terem tanta depressão. Ele não conseguia entender, e ela muito menos não entendia o porquê daqueles questionamentos. Para ela, a vida dos outros pouco importava,ela uma psicológa bem resolvida e que já havia experimentado de tudo (ou pelo menos achava) na vida e tinha tudo o que desejava, pouco importava se o vizinho morria atropelado ou se jogava do sexto andar. …

FUNDAMENTAL É MESMO O AMOR

Flávio está no trem em direção a Central do Brasil. De pé, ele olha a paisagem da zona norte que o percurso da linha oferece. Pessoas que por ele passam reclamam da sua prancha que ocupa um espaço disputadíssimo dentro do vagão. Ele pensa no mar, e principalmente nas possibilidades que pode dar à sua vida, caso ganhe o torneio de surf da praia da Macumba. Seus sonhos são interrompidos com a chegada do ponto final. Com sua prancha, Flávio atravessa a Central do Brasil em direção ao ponto de ônibus que o leva a zona sul da cidade.
** Ana sai do banheiro enrolada em uma toalha e se despe em frente ao espelho do seu quarto. Pega o biquini em cima da cama e o veste cuidadosamente, colocando logo em seguida um short branco quase que totalmente transparente. Depois de colocá-lo observa sua tatuagem de dragão na coxa e vira seu corpo visualizando sua tatuagem nas costas. Passa o protetor solar sobre o seu corpo e quando termina vai a sua janela olhar o mar da praia do Leblon. Depois de observ…

DE TODAS AS MANEIRAS OU A LOIRINHA DA DUVIVIER

Eu me lembro como se fosse hoje: Meus cincos anos de idade foram marcados pelo calor das areias de Copacabana. Minha mãe se distraiu com as belezas da orla e me deixou livre para tirar os chinelos e pisar na areia fofa em direção ao mar. Eu não me lembro o que doeu mais, se os calos que ganhei nos meus pés, ou, o discreto beliscão que mamãe me deu ao me retirar da areia. Meu choro foi contido e desde aquele dia , sempre persegui aquele mar.
--- Eu a esperava sempre na Rua Duvivier. Ficava em pé olhando as notícias na banca de jornal e de vez em quando me virava para ver se Carla aparecia na esquina com a Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Olhá-la me fazia bem, seus curtos cabelos loiros e suas roupas sempre apertadas em seu corpo sensual me chamavam a atenção. Gostava de suas pernas e de seu sorriso falso. Àquela hora da noite, o bairro já não fazia distinção das pessoas, mas Carla chamava sempre atenção ou pela forma como se vestia, ou ainda pelo fato de ter uma áurea diferente das…