JARDS MACALÉ – UM MORCEGO NA PORTA PRINCIPAL” DE MARCO ABUJAMRA E JOÃO PIMENTEL .





cartaz do filme do Macale






O fato de tentar resumir a vida de um artista tão controverso, em um documentário já é motivo suficiente ,para qualquer um, ver correndo essa obra assinada por Marco Abujanra e João Pimentel.

Em pouco mais de setenta minutos somos jogados , ao som da trilha sonora do próprio artista , a conhecer um pouco mais da vida e da obra do compositor de Vapor Barato, Mal Secreto e outros sucessos perdidos pela nossa fraca memória musical.

Além de depoimentos de velhos amigos e parceiros , como Gilberto Gil, Capinan, Abel Silva , Maria Bethânia e outros, os diretores tentam  ,de forma bem inteligente e criativa ,fugir da narrativa linear e compor um painel , pequeno que seja, do compositor , ator e multifacetado Macalé.

Como fã, e admirador declarado da musicalidade do mestre Macau(acho o disco aprender a nadar uma obra prima), aprovei o documentário , ainda porque desmistifica a áurea de maldito que ele sempre teve, e prova comprova, a coragem que o  artista sempre teve ao desafiar as gravadoras. O filme também mostra , dentre muitas outras facetas dele, aquilo que de melhor ele tem: fazer qualquer entrevista com um humor simples e refinado que só os gênios conseguem criar.





Jards Macale



CORAÇÃO LOUCO DE SCOTT COOPER



O bom e velho Jeef Bridges





JEFF




Além de premiar uma mulher para direção, um filme argentino e chamar atenção do mundo, para o filme independente denuncia Preciosa, o Oscar 2010 entra para história também , por premiar um dos maiores atores americanos, Jeff Bridges.

O ator, que já havia recebido indicação, de “Melhor Ator” , ao Oscar por Starman - O homem das estrelas (1984), e ainda recebeu três indicações na categoria de "Melhor Ator Coadjuvante", por A última sessão de cinema (1971), O último golpe (1974) e A conspiração (2000), foi finalmente reconhecido na pele do beberrão Bad Blake , um famoso cantor e compositor de música country...

Bridges com sua caracterização perfeita, nos leva ao mundo desse músico: uma mistura de álcool, cigarros, velhos sucessos, estradas, motéis e casas de shows vagabundos, meio as turras com seu passado e sua fama longínqua, ele encontra sua redenção ao conhecer a jornalista Jean Craddock (Maggie Gyllenhaal)...




CORAÇÃO
LOUCO




A partir daí vemos um romance como pano de fundo da vida conturbada desse artista, recheada de country de primeira linha. O roteiro não nos mostra nada demais, alem dos velhos clichês do cinema americano, mas o filme vale por cada aparição de Jeef Bridges, que canta, toca e faz um sotaque texano como ninguém ,e ainda ,entra em perfeita sintonia com quem divide a tela: seja a própria Maggei Gyllenhaal, seja Robert Duvall e ou Colin Farrell.


Uma merecida premiação ao bom e velho Jeef , o eterno The Big Lebowski do cinema.





jeef