Pular para o conteúdo principal

JARDS MACALÉ – UM MORCEGO NA PORTA PRINCIPAL” DE MARCO ABUJAMRA E JOÃO PIMENTEL .





cartaz do filme do Macale






O fato de tentar resumir a vida de um artista tão controverso, em um documentário já é motivo suficiente ,para qualquer um, ver correndo essa obra assinada por Marco Abujanra e João Pimentel.

Em pouco mais de setenta minutos somos jogados , ao som da trilha sonora do próprio artista , a conhecer um pouco mais da vida e da obra do compositor de Vapor Barato, Mal Secreto e outros sucessos perdidos pela nossa fraca memória musical.

Além de depoimentos de velhos amigos e parceiros , como Gilberto Gil, Capinan, Abel Silva , Maria Bethânia e outros, os diretores tentam  ,de forma bem inteligente e criativa ,fugir da narrativa linear e compor um painel , pequeno que seja, do compositor , ator e multifacetado Macalé.

Como fã, e admirador declarado da musicalidade do mestre Macau(acho o disco aprender a nadar uma obra prima), aprovei o documentário , ainda porque desmistifica a áurea de maldito que ele sempre teve, e prova comprova, a coragem que o  artista sempre teve ao desafiar as gravadoras. O filme também mostra , dentre muitas outras facetas dele, aquilo que de melhor ele tem: fazer qualquer entrevista com um humor simples e refinado que só os gênios conseguem criar.





Jards Macale



Comentários

Luma Rosa disse…
Comecei a prestar atenção no trabalho do Jards Macalé, depois que ouvi uma faixa do cd que vários artistas fizeram como tributo à morte de Torquato Neto. Este documentário ainda não assisti, mas imagino que seja íntegro, conforme veiculam que se o documentário não saísse conforme foi a vida de Jards, este processaria o Abujamra - que ele teria dito algo como: "Tenho medo que vocês desconstruam tudo o que construí - minha vida."
Beijus,
Jandira disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Dilberto L. Rosa disse…
Falou e disse, Macalé do Jardim Botânico: Jards é desses artistas com a cara e a alma nacionais, um antropofagismo de influências, do rádio ao 'pop' mais rasgado, chapa dos Morcegos e de Gotham City com seu humor à Kid Moringueira! Difícil (e mais uma vez o lamento...) é ver este documentário por aqui, mesmo em vídeo - até hoje não consegui encontrar o do Cluadio Manoel sobre o Simonal, de quem também gosto muito!

Abração, meu caro amigo, e não se esqueça: desde o Oscar já aconteceram 2 'posts' nos seus irmanados quirópteros...
Lara Amaral disse…
E eu gosto da forma que vc escreve =).

Ah, vi o filme do Jeef Bridges nesse domingo, bom mesmo, gostei muito.

Beijo.
LuCordeiro: disse…
Ai,eu nem sabia da existência desse documentário.É o tipo de coisa que não se pode perder.Ainda bem que vc existe para nos alertar sobre coisas importantes e nossas,que a grande mídia não dá a devida divulgação.
bjs,amigo, e obrigada pelo comentário no meu post.
Soninha disse…
Olá, Viana!

Um ícone importante de nossa história musical, Macalé...
Lembro-me de meu pai, cantarolando algumas de suas canções e tentando imitar o seu estilo. Ríamos muito, pois nem chegava perto...
Saudade de meu amado pai! Saudade da boa música colocada no seio das famílias como um culto e hoje tão banalizada e individualizada...
Mas, é assim mesmo...tempos modernos, né!
Sabe, adorei sua visita e seu comentário lá no Roda.
Obrigada.
Gostei deste espaço e voltarei mais vezes para ler seus textos.
Linkei para não esquecer o caminho.
Excelente semana a você. Bom trabalho.
Muita paz! Beijosssssss
Jens disse…
Precisa indicação, Zé Viana. Jards Macalé é um dos grandes da nossa música, injustamente esquecido.
Lembro que nos anos 70 ou 80, ele lançou um disco cuja capa era a foto dele beijando uma mulher branca. Os gorilas de plantão ficaram indignados com o ósculo interracial e tentaram censurar. Só desistiram quando descobriram que a dama em questão era a esposa de Macalé.

Um abraço.
Sempre que eu venho ao seu blog, descubro coisas novas.
Big Beijos
José,
Obrigado pela visita. Tive boa impressão do que vi por aqui. Um abraço.
Érica disse…
Minha mãe adora, ela tem o primeiro LP dele "Jards Macalé". Fiquei curiosa com o documentário, pareceu ser ótimo, instigante. Ou tu é muito exagerado rsrs. (brincadeira)

Vou ver aqui como faço pra assistir.

ps. obrigada por teus comments lá no blog, muito gentil. Fico feliz com elogios.

Beijos e até.
Celso Ramos disse…
Aí Mermão!!!
Na paerspectiva do comentário do Jens, sou discipulo do Macalé!!!! Eu tive a oportunidade de assistí-lo em alguns shows na praça Garota de Ipanema( a muito, fechada) e é inigável a genialidade desse cara.( ainda bem que decidiram fazer um documentário logo). Meu prof. de Artes plásticas, Aldo de Paula Fonseca, já trabalhou com ele na Polygran. Mas aqui nos trópicos agente vive um paradóxo estranho; se você lê ou escuta ou vê ou fala algo um pouco mais profundo parece que vira E.T....e ai vai ficando pro limbo ou vai se tornando na boca da "gente" aquele cara esquisito que só fala umas coisas estranhas!!! É pena que a burrice da industria fonografia domine quese por completo as mentes das gentes....vamos burlando, nadando contra a corrente, buscando a limpidez diante de tanta porcaria!!!
Abraços,
Ps. Chegeui aqui por intermédio da Soninha!!!
Ruby disse…
É fantástico sermos presenteados com documentários de artistas que admiramos, ainda mais quando aprovamos o trabalho egrandes nomes dão seu depoimento, do artista, só conhecia de nome.
Ruby disse…
É fantástico sermos presenteados com documentários de artistas que admiramos, ainda mais quando aprovamos o trabalho egrandes nomes dão seu depoimento, do artista, só conhecia de nome.
Márcia disse…
Grande cara, grande obra, grande documentário.
Filhote querido, saudade sabia?
Feliz Páscoa!
beijos
Sarah Slowaska disse…
Parece ser bem interessante :)
Quanto ao meu post, realmente, nunca mais volte a repetir aquilo...!! ;)

Beijinhos e obrigada pela presença! Boa Páscoa*

Postagens mais visitadas deste blog

POEMA COGITO DE TORQUATO NETO

UM POEMA QUE ME FEZ LEMBRAR






Ao encontrar e ler ,de Torquato Neto o poema Cogito,na mesma hora esqueci do que realmente procurava...

Poesia tem dessas coisas: lemos, absorvemos e ficamos pensando no que poderia ter feito ou sentido o poeta para se expor tão a fundo, e adentrar em nossas mentes e fazer o tempo voltar como uma espiral...

Torquato pertence ao grupo de poetas que viveram pouco (apenas 28 anos), deixaram uma obra curta e nem por isso fizeram mal uso das palavras nos poucos anos que tiveram para criar.

Ele também pertence ao grupo de poetas suicidas , um dia após completar 28 anos de idade (Ele nasceu em Teresina, Piauí, em 09 de Novembro de 1944), ligou o gás do banheiro e suicidou-se. Deixou um bilhete: "Tenho saudade, como os cariocas, do dia em que sentia e achava que era dia de cego. De modo que fico sossegado por aqui mesmo, enquanto durar. Pra mim, chega! Não sacudam demais o Thiago, que ele pode acordar"( Thiago era o filho de três anos de idade)...

Se ele foi c…

UM POUCO DA POESIA DE NAURO MACHADO

O ANAFILÁTICO DESESPERO DE NAURO


Poesia nunca é demais, e sendo de um ídolo seu então!...Haja inspiração correndo solta na minha cabeça ao terminar de ler qualquer poema de Nauro Machado. Para tornar essa quinta-feira quente, resolvi então publicar aqui alguns de seus poemas, para ser mais preciso cinco poemas.
Poemas lidos e relidos no decorrer da minha vida de leitor e admirador da obra desse poeta maranhense.Sempre que tenho dúvidas, meu ?manual prático para certezas da vida? é algum livro de Nauro . Ele dita sempre o tom certo para quem procura tirar um pouco os pés do chão.



RADIAÇÃO

Eu vi a glória nos lábios da eternidade.
Eu vi o universo inteiro na angústia do fogo.
Pelo canto noturno, em galés da alvorada,
Eu vi os farrapos trêmulos da última estrela.

*******

TRAGÉDIA

A grande aventura do poeta
Consiste em seu tão pequeno rio
A voltar para a imensa fonte dele.

*******


RELACIONAMENTO

O eterno não cabe
Naquilo que o come,
Se de mim não sabe
O vizinho homem.

Entanto me bebem
Os olhos alheios,
Até qu…

A LOIRA DO CEMITÉRIO DE JOSÉ MARIA SOARES VIANA

Uma lenda pode sobreviver no decorrer por várias gerações. Pode, inclusive, ser um marco para contar a história da formação de uma nação. Há diversos exemplos em nossa cultura e na de outros países. No folclore popular, adaptadas para o cinema e ou em clássicos da literatura, elas estão lá: lendas urbanas, rurais, infantis, mágicas, surrealistas, de terror...



A loira do cemitério é mais uma lenda popular, criada no interior do Maranhão, mas precisamente em Santa Inês. A loira aparece sempre na estrada do cemitério da cidade, pede uma carona para quem passa em algum veículo motorizado, e, ao passar por ela, o condutor pode apostar que a loira está de carona. Uns dizem que ela era uma menina que foi atropelada na estrada, outros falam que ela morreu de alguma doença, outros que foi assassinada pelo pai.




O que o autor fez neste livro foi dar uma biografia e tornar “real” a estória dessa lenda local. José Maria Viana coloca como pano de fundo, a história da criação do seu município (que nos…