Pular para o conteúdo principal

DIA DE SÃO JORGE




Photobucket






Mal sabia o cavaleiro degolado em 303 D.C , pelo então rei Diocleciano , que ele iria ser lembrado e amado por  uma legião de devotos em uma cidade brasileira. Mal sabia também , Jorge de Capadocia , que ele seria capaz de unir religiões tão distintas que comemoram seu dia como se do mesmo credo fossem.



  


Missa de sao jorge






Dia 23 de abril, data do suposto martírio do santo guerreiro, o Rio de Janeiro para: em diversos pontos da cidade , procissões , fogos, festas, missas e demonstrações de fé e tolerância. Católicos , ortodoxos , anglicanos , umbandistas e candomblecistas se reúnem e comemoram , a seu modo, o feriado do santo na cidade maravilhosa...


O Rio de Janeiro fica azul, vermelho e branco...

SALVE JORGE!!!!





Photobucket






Comentários

Lara Amaral disse…
Bom quando as pessoas podem se unir, independentemente de religiões.

Abraço terno, amigo!
Érica disse…
Lindo São Jorge, eu adoro ele. Não sou católica, ortodoxa , anglicana, umbandista ou candomblecista, mas tenho um carinho especial pela entidade.

Melhor foi saber que sou filha de Ogum e Iemanja, e antes disso era o que eu mais queria, ter alguma ligação com eles.

Beeeijos
Dilberto L. Rosa disse…
Ilariê, irmão Zé! Candomblista de fim de semana e umbandista de folhetins do Canto da Fabril, posso te dizer o quanto sempre fui fascinado pelo universo afro-religioso, sem trocadilhos! Mais bonito ainda, como você muito bem o disse, é ver o grande Jorge unindo igrejas (inclusive a perniciosa Católica, que nem reconhece oficialmente um de seus santos mais diletos!)! Abração, amigo, velho: chegando dia e mês de preto velho (quero presente!)!
Salve Jorge.
Big Beijos
Adorei ver o Arcebispo do Rio de Janeiro rezando pra São Jorge meio à multidão de fiés seguidores, perfeito.[antes a Igreja Católica não o reconhecia]
Meu filho inundou a casa de vermelho e branco numa onda de fé e agradecimento ao Santo Guerreiro, seu padrinho.
beijos filhote querido
feliz semana
Flávia Ferraz disse…
"BAcana seu espaço" José Viana Filho
A recíproca é verdadeira.
Salve São Jorge (pena que o feriado não se estende também por Minas)
Abraço
Helô Müller disse…
É verdade, José, existe uma afinidade inexplicável do povo carioca para com o Santo Guerreiro!...
Eu, pessoalmente, tb o curto, ainda que sem exageros!! rs
Ando com uma crise nas minhas crenças, há algum tempo!
E é séria, "podiscrê"... rs
Sempre é bom tê-lo em meus aposentos!!
Tb gosto de vir ao seus...
Bj
Helô
Jens disse…
Pô, cheguei atrasado, mas melhor tarde do que nunca: Salve Jorge!!!

Um abraço.
saudade tb.

/(,")\\
./_\\. Beijossssssssss
_| |_................
LuCordeiro: disse…
Ai,que sou uma carioca que não sabe dessas coisas que são tão emblemáticas!
Não sou nada religiosa,mas aprecio a cultura afro.As entidades têm um carisma mto forte.Dizem que sou filha de Yansã.Mas acho a figura de S.Jorge mto poderosa.E bonita tb.
Cheguei tarde para a homenagem,mas aqui estou.Então... Salve,Jorge!!!
bjsss
Soninha disse…
Olá, José Viana!

O mundo caminha para a unificação religiosa, com certeza.
Entendo que são necessárias estas divergências todas, para que cheguemos a um concenso. Isto no que se refira à religião, também, claro.
Excelente lembrança, esta sua. A união das crenças, diante do mártir, direcionando o olhar para Deus, em prece.

Cabe, aqui, uma prece, né?!
Valeu.
Obrigada.
Excelente semana. Bom trabalho.
Muita paz! beijosssssss
Barbara disse…
SALVE!
E o azul de 1 Ogum
o vermelho de outro Ogum
o branco de fundo - nem é só pelo sincretismo brasileiro não.
São Jorge está à frente da imagem misteriosa de Nossa Senhora de Montsserrat - que é negra como Conceição Aparecida e como Santa Sarah e essas 3 cores são as cores da França, que abrigou o segredo do Graal - vermelho o eterno afirmar, azul o eterno negar e faz-se o que se cria ou coisas assim e o fato dessas Senhoras serem negras, é porque a história delas tinha que estar oculta - no escuro.
Coincidências e Jorge - lá.
Sarah Slowaska disse…
Espero um dia ter a oportunidade de presenciar estas comemorações. Tal como a Érica, não sou católica, nem candomblecista, nem umbandista, mas acho que tudo isso é extremamente enriquecedor a todos os níveis.

Um beijo e linda semana !
Jota Effe Esse disse…
Desde que o aiatolá Komeini (não sei se é assim que se escreve) derrubou o Xá do Irã, via pregação religiosa eu passei a prestar mais atenção no poder que tem a crença religiosa. Meu abraço.
José Maria,
É bom que numa cidade em que hoje a violência é um "postal" negativo dela, haja como que uma pausa nessa violência e as pessoas celebrem a festa de um santo. E que o Rio, fique festivo e ainda mais lindo, com o vermelho do Flamengo. Um abraço.
Canto da Boca disse…
Que bom seria se fosse sempre assim, essa irmandade independente da "religião" ou crença, ou fé que cada um processa. Eu particularmente gosto muito da história de São Jorge.

Obrigada pela visita simpática e amiga, será sempre um prazer tê-lo no Canto.
Fiquei observando aqui o seu espaço, e meu olhar foi logo para o gramofone, o disco de vinil, e imediatamente cantarolei April in Paris, como se estivesse tocando aqui, com aquela melodia vinda das rotações desses elepês... Bacana demais esses elementos como se estivessem sendo exibidos numa película em preto e branco. Parabéns também para a sua galeria de gênios!

Abraço!

;)

Postagens mais visitadas deste blog

POEMA COGITO DE TORQUATO NETO

UM POEMA QUE ME FEZ LEMBRAR






Ao encontrar e ler ,de Torquato Neto o poema Cogito,na mesma hora esqueci do que realmente procurava...

Poesia tem dessas coisas: lemos, absorvemos e ficamos pensando no que poderia ter feito ou sentido o poeta para se expor tão a fundo, e adentrar em nossas mentes e fazer o tempo voltar como uma espiral...

Torquato pertence ao grupo de poetas que viveram pouco (apenas 28 anos), deixaram uma obra curta e nem por isso fizeram mal uso das palavras nos poucos anos que tiveram para criar.

Ele também pertence ao grupo de poetas suicidas , um dia após completar 28 anos de idade (Ele nasceu em Teresina, Piauí, em 09 de Novembro de 1944), ligou o gás do banheiro e suicidou-se. Deixou um bilhete: "Tenho saudade, como os cariocas, do dia em que sentia e achava que era dia de cego. De modo que fico sossegado por aqui mesmo, enquanto durar. Pra mim, chega! Não sacudam demais o Thiago, que ele pode acordar"( Thiago era o filho de três anos de idade)...

Se ele foi c…

UM POUCO DA POESIA DE NAURO MACHADO

O ANAFILÁTICO DESESPERO DE NAURO


Poesia nunca é demais, e sendo de um ídolo seu então!...Haja inspiração correndo solta na minha cabeça ao terminar de ler qualquer poema de Nauro Machado. Para tornar essa quinta-feira quente, resolvi então publicar aqui alguns de seus poemas, para ser mais preciso cinco poemas.
Poemas lidos e relidos no decorrer da minha vida de leitor e admirador da obra desse poeta maranhense.Sempre que tenho dúvidas, meu ?manual prático para certezas da vida? é algum livro de Nauro . Ele dita sempre o tom certo para quem procura tirar um pouco os pés do chão.



RADIAÇÃO

Eu vi a glória nos lábios da eternidade.
Eu vi o universo inteiro na angústia do fogo.
Pelo canto noturno, em galés da alvorada,
Eu vi os farrapos trêmulos da última estrela.

*******

TRAGÉDIA

A grande aventura do poeta
Consiste em seu tão pequeno rio
A voltar para a imensa fonte dele.

*******


RELACIONAMENTO

O eterno não cabe
Naquilo que o come,
Se de mim não sabe
O vizinho homem.

Entanto me bebem
Os olhos alheios,
Até qu…

A LOIRA DO CEMITÉRIO DE JOSÉ MARIA SOARES VIANA

Uma lenda pode sobreviver no decorrer por várias gerações. Pode, inclusive, ser um marco para contar a história da formação de uma nação. Há diversos exemplos em nossa cultura e na de outros países. No folclore popular, adaptadas para o cinema e ou em clássicos da literatura, elas estão lá: lendas urbanas, rurais, infantis, mágicas, surrealistas, de terror...



A loira do cemitério é mais uma lenda popular, criada no interior do Maranhão, mas precisamente em Santa Inês. A loira aparece sempre na estrada do cemitério da cidade, pede uma carona para quem passa em algum veículo motorizado, e, ao passar por ela, o condutor pode apostar que a loira está de carona. Uns dizem que ela era uma menina que foi atropelada na estrada, outros falam que ela morreu de alguma doença, outros que foi assassinada pelo pai.




O que o autor fez neste livro foi dar uma biografia e tornar “real” a estória dessa lenda local. José Maria Viana coloca como pano de fundo, a história da criação do seu município (que nos…