Entre as eleições e votos aconteceu o maior festival de cinema da America Latina, O Festival Internacional do Rio 2010. Com cerca de 300 filmes , algumas homenagens (Amos Gitai revisado) , uma seleção especial de cinema Argentino , filmes esquisitos premiados, filmes esquisitos desconhecidos, alguns candidatos a clássicos e pequenas obras primas cinematográficas.
Enquanto o Brasil discutia uma questão careta e sem sentido ,e navegava em uma falsa onda moderna verde , guiados por uma messiânica , levando um débil metal tucano para o segundo turno,a cidade maravilhosa mergulhava em duas semanas de filmes e debates cinematográficos.
Da minha seleção, separei quatros filmes que valem a pena ver e rever quando aparecer na telas grandes e ou DVD.
São eles:
* Milos Forman: O que não mata...
Se você gostou de Amadeus, Hair, Estranho no Ninho, vai gostar ainda mais de ver a vida exposta, de uma forma bem pessoal ,de um dos maiores diretores do cinema contemporâneo. Um belo documentário sobre um gênio tcheco.
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* Rubber
A sinopse parece inusitada: Um pneu psicopata, que sai rodando matando por ai... Parece maluco , mais o filme me tirou boas risadas e mostrou um suspense inusitado. Quentin Dupieux acertou e muito passeando entre o trash e o lírico.
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MicMacs - um plano complicado
JEAN-PIERRE JEUNET, o diretor de Delicatessen, Ladrão de Sonhos , O Fabuloso Destino de Amélie Poulain , mergulha de forma onírica, bem humorada e ácida na indústria de armamentos e a política bélica na França. O filme é uma aula de humor refinado, edição de primeira , fotografia marcante e acentuada e acima de tudo de narração e construção de personagens. Disparado o melhor filme do festival(dentro dos que vi obviamente).
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Líbano
O diretor Israelita Samuel Maoz ensina que ainda se pode fazer da guerra um tema interessante para um filme. No caso de Líbano , o filme, temos uma aula de decupagem e de direção de câmera , que tornam o filme uma pequena obra prima e um grande exemplar de filme de guerra.











7 comentários:
Zé Micmac eu vou atrás, sou fâ de Jeunet. Quanto a esse do pneu assassino. Ah! Quantas saudades da mostra midnight! Cada filme louco... Saudade desse festival, eu gastava dinheiro e me divertia muito.
Filmes estranhos são até interessantes.Acho que vou ficar com medo dos pneus agora..rsrs.Tenha um feriado delicioso,
beijussssss
Finalmente um post novo depois de tanta política, não é mesmo?! Ótimas dicas: adoro o Jeunet e o Forman, mas não suporto o Gitai! Feliz cidade esta sua que produz um festival sem nenhum fim competitivo, mas só e tão somente mostrar cinema para um povo bacana e sempre ávido por cultura!
E o do Jabor, não viu?! Abração e apareça!
Legal ver você animado com algo além do Vladimir e da Dilma, meu caro, existe vida para além da Política: Cinema é e sempre foi nossa vida (ou boa parte dela, ao lado dos seus amigos)! Enquanto o Sérgio sente saudades de seus tempos de gastança paitrocinada, eu, que não vivi isso com vocês no Rio, fico saudoso pelas mostras humildes do Clube e sigo desejoso de uma dia viver ao menos perto de um local que me dê cinema de verdade... Curioso pra acompanhar cada um desses citados e tantos outros - afinal, com minha recente paternidade, quase nada tenho visto, nada além de alguns 'downloads' clandestinos pela 'internet', quando o tempo deixa! Abração!
Ei, cheguei aqui por obra de Jens...
E gostei deveras...
Vou te seguir...
Beijocas
Ter a chance de ver estes filmes, fora do circuito mediocre e violento da mesmice de Hollywood é estar andando com os deuses.Uma das vantagens de morar no Rio.
Rsss... adorei a citação "messiânica". Aquela criatura me faz lembrar Heloísa Helena com um quê de Chico Xavier.O Dil disse que há vida além da política... rsss... até há,felizmente,pq ando desgostosa com o "renascimento" de José Dirceu.Qto à mostra,pois é,perdi pra variar.Mas suas indicações estão anotadas.
Bjsss...
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