UM DEUS SEGUNDO LEMINSKI

Quando um poeta de verdade escreve, falar algo mais é redundante. Poesia perfeita é aquela que ao terminar já explicou tudo a que veio e de uma forma ou de outra falou o que você sentia, sente ou sentirá em algum momento. Fiquem com Paulo Leminski Filho e mais um genial poema do samurai malandro de Curitiba.


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Um deus também é o vento
Só se vê nos seus efeitos
Árvores em pânico
Bandeiras
Água trêmula
Navios a zarpar.

Me ensina
A sofrer sem ser visto
A gozar em silêncio
O meu próprio passar
Nunca duas vezes
No mesmo lugar

A este deus
Que levanta poeira dos caminhos
Os levando a voar
Consagro este suspiro

Nele cresça
Até virar vendaval

(Paulo Leminski Filho)


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