MINHA PORTELA

ACONTECE QUE SOU PORTELA!


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Como diria Paulinho da Viola, "Foi um rio que passou em minha vida e meu coração se deixou levar"... Pois é, Portela te conquista, te leva e não deixa rastro do caminho de volta; fica...

Lembro-me do primeiro Carnaval que acompanhei, o ano era 1984, justamente o ano que a Passarela do Samba seria inaugurada. Os desfiles ganhariam um espaço melhor para a harmonia e a televisão estrutura para cobrir o maior carnaval do Brasil.

Os mais românticos reclamavam a ponto de dizer que a magia do Carnaval acabava ali (olhando hoje os desfiles, chego a essa conclusão), que a obra do sambódromo era faraônica e outras mais reclamações. O fato é que a obra do Governo Brizola , idealizada por Darcy Ribeiro e projetada por Oscar Niemeyer trouxe ainda mais brilho e agigantou o carnaval carioca para o mundo.

Inaugurando o primeiro carnaval do sambódromo as vencedoras foram Estação Primeira de Mangueira e Portela e o vice ficou com a Império Serrano, uma coincidência as três mais antigas escolas de samba do Rio coroarem o primeiro desfile do carnaval dito "moderno" da Cidade Maravilhosa.

A Mangueira falava de Braguinha, e fez o seu carnaval de sempre, mas a Portela naquele ano parecia que adivinharia seu jejum de mais de 20 anos sem título, depois que a dita Liga Carnavalesca foi criada nunca mais a Águia Azul e Branco sorriu, pois ao entrar na passarela novíssima do samba a escola de Madureira fez jus ao seu passado e sambou no moderno sem perder a magia...

Com o Enredo "Contos de Areia", a Portela, a minha Portela, justificou o amor e os versos derramados por muitos, àquela que considero o símbolo do carnaval carioca. E falando dela mesmo e clamando o poder da águia na passarela, lembrando Clara Nunes, e alguns imortais do seu clã de sambista e rezando para os orixás, Madureira comemorou o título (mesmo dividido) ...

Lembrei-me desse carnaval imediatamente após ouvir Mestre Alfaiate da Portela cantando o samba enredo campeão de 1984(no bar Estrela da Lapa, no Rio de Janeiro/2005). Com uma emoção e com habilidade na voz Mestre Alfaiate me fez relembrar o primeiro carnaval que acompanhei via TV, bem como me fez lembrar que a Portela não precisa ganhar título para justificar-se na história, ela já está lá cravada e escrita no imaginário e na cadência da vida carioca.

Abaixo, a letra do samba-enredo campeão e quem puder ouvir, está tocando o samba-enredo no blog. Também lembro que mesmo sem 21 anos sem título e 35 anos sem título ganhando sozinha, a minha Portela é, ainda, a maior campeã do carnaval carioca, com 21 títulos, a única com 7 títulos seguidos e a primeira tri-campeã sem dividir títulos.


Portela 1984
Enredo: Contos de areia
(Compositores: Dedé da Portela e Norival Reis)


Bahia é um encanto a mais
Visão de aquarela
E no ABC dos orixás
Oranian é Paulo da Portela

Um mundo azul e branco
O deus negro fez nascer
Paulo Benjamim de Oliveira
Fez esse mundo crescer

Okê, okê Oxossi
Faz nossa gente sambar
Okê, okê Natal
Portela é canto no ar


Jogo feito, banca forte
Qual foi o bicho que deu?
Deu águia, símbolo da sorte
Pois vinte vezes venceu

É cheiro de mato
É terra molhada
É Clara guerreira
Lá vem trovoada

Epa hei Iansã, epa hei
Na ginga do estandarte
Portela derrama arte

Nesse enredo sem igual
Faz da vida poesia
E canta sua alegria
Em tempo de carnaval



CINCO VEZES WONG KAR-WAY

Wong Kar-Way: O cineasta dos desencontros.


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Dentro da programação do Cine Odeon-Br para o mês de fevereiro, está a mostra "quatro de Wong Kar Wai", onde nas telas do belo cinema da cinelândia passaram os filmes: "Amor a flor da pele" ( In The Mood For Love, 2000) "Amores expressos" (Chungking Express, 1995), "Anjos Caídos" (Duo Luo Tian Shi, 1995) e "Felizes Juntos" (Cheun Gwong Tsa Sit, 1997), este último lhe valeu a palma de melhor direção no festival de Cannes.

Tive o prazer de depois de ter assistido a 2046 (seu último filme) dar de cara com uma grande mostra de sua obra em tela grande. Onde, aliás, qualquer filme deve ser contemplado. Revi dois filmes(Amor à Flor da Pele e Felizes Juntos) e contemplei ainda com duas obras primas que haviam passado em branco na minha lista cinematográfica.

Em "Anjos caídos",o poeta de Hong Kong, imprime com delicadeza e sensibilidade a vida de quatro personagens que se entrelaçam no decorrer do filme. Um assassino profissional e sua agente, desenvolvem uma estranha relação platônica. Enquanto que a cidade serve de palco para os assassinatos tramados por ela e executados por ele, o amor da agente se desenvolve de maneira lírica e nada convencional. Paralelo a isso, um surdo mudo vive de pequenos trambiques submerso ao seu silêncio e a relação com seu pai que está preste a morrer. Destaque para a atuação de Takeshi Kaneshiro que faz um deficiente sem cair no exagero e caricatura e ao mesmo tempo nos remete a um personagem cheio de comicidade. O final nos lança duas histórias que se cruzam para formar quem sabe, um belo casal.


Já em "Amores expressos" o mesmo Takeshi Kaneshiro faz um policial que se ver envolto em uma crise amorosa (terminou com sua namorada) e decide se apaixonar pela primeira mulher que aparecer. As ações do policial se cruzam com uma mulher misteriosa (uma espécie de traficante) e tem como palco mais uma vez a cidade, sempre como um personagem obscuro e observador das relações amorosas. Paralelo a isso um outro policial (Tony Leung, que está em todos os filmes exibidos) tem seu namoro terminado com uma bela aeromoça (linda mesmo) e vê seu caminho sempre cruzando com a balconista de lanchonete. Uma carta de despedida e uma chave do apartamento contemplam a esse que foi para mim, uma das mais belas histórias de amor já contadas.

As histórias se repetem, se cruzam. A cidade pode ser a mesma, a violência também, mas o estilo e o talento de Wong Kar-Way fazem com que sempre a mesma história tomem caminhos diferentes, o que faz com que os temas abordados pareçam estranhamente inéditos. Todos esses filmes já têm em locadora, em dvd e vhs, talvez aí uma grande diversão para quem quer entrar de cabeça em belas histórias cinematográficas ou curar doenças do coração.


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ROLLING STONES IN COPA


MINHA "SATISFACTION" EM VER OS ROLLING STONES


O apocalipse anunciado e de graça: Stones x Copacabana.


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São vinte e cinco discos de estúdio e dez ao vivo. Duzentos e cinqüenta milhões de cópias vendidas, quarenta e dois anos de sucessos, fracassos, tragédias e lendas. De Londres, onde foram lançados em 1964 com o disco "Englards Newest Hit Makers", eles ganharam o mundo. Refiro-me ao quarteto inglês composto por Mick Jagger, Keith Richards, Ron Wood e Charlie Watts, os Rolling Stones.

Dia 18 de fevereiro, uma semana antes do carnaval, estarão em Copacabana (a prostituta do mar) para fazer aquele que já se apresenta como o show mais antológico da Banda (estão esperados 1,5 milhão de pessoas ). A histórica praia carioca, nas imediações do posto 2, em frente ao Copacabana Palace, será palco para a gravação do DVD ao vivo da banda. A Turnê "A Bigger Bang", que já faturou cerca de 162 milhões de dólares, marcará o show número 55 aqui no Brasil. O que prova ainda que os Bad Boys geriátricos estarão mais que afiados para o mega show em terras cariocas.

Se não bastasse ser fã (com presença confirmada lógico) e saber que está no roteiro eles cantarem músicas como: "Love is strong", "Start me up", "Sympaty for the devil", "Paint Black" (minha favorita) e a antológica "Satisfaction" (que encerrará o show). Além de tudo isso, o show será de graça.

Algumas pessoas falam que o show sendo de graça não dá, vai ser correria, pisa-pisa, farofa, areia, stress e cia. Eu já fui a alguns grandes shows e fui pisado, cuspido, empurrado e ainda paguei. Melhor então será ser pisado, cuspido, rasgado sendo de graça.

Os Rolling Stones merecem qualquer sacrifício, pois, dentro do cenário "Bambi-purpurina" que se transformou o rock, os bad boys londrinos ainda são exemplos do que significa ter atitude, inteligência, estilo, talento. Qualidades, aliás, que por obrigação, fazem parte do pacote para quem quer fazer o maior e mais puro ritmo de todos os tempos: O Rock.


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FAREWELL DE CARLOS DRUMOND DE ANDRADE

UM ADEUS PARA OS LEITORES



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A DESPEDIDA DE DRUMMOND


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Há muito tempo gostaria de ter escrito algo sobre um dos maiores poetas da Língua Portuguesa e um dos mais importantes poetas brasileiros: Carlos Drummond de Andrade. Drummond produziu uma larga e extensa obra no decorrer de sua vida. Influenciou e criou toda a poesia moderna do Brasil, tornando-se indispensável à leitura de sua obra para no mínimo entendermos um pouco de nossa poesia. É, ainda, obrigatório para percorrermos qualquer caminho que queiramos seguir na linha da poética nacional.


Curiosamente começo pelo seu livro menos lido: "Farewell", livro póstumo publicado em 1996. O livro é uma despedida melancólica e saudosista, onde Drummond consegue impor um ritmo de consternação incrível, fazendo com que de fato, nós leitores, entremos no seu mundo de adeus.


Ao morrer em 17 de agosto de 1987, esse mineiro de Itabira e carioca de coração, deixou-nos 47 poemas inéditos em uma pasta azul, em ordem alfabética, exceto pelo poema "Unidade" que abre o livro. Por ser seu leitor (aliás, o poeta que mais li), gostaria de indicar essa lembrança viva da obra de Drummond, longe de ser seu melhor livro, mas também indispensável por ser um testamento tão intenso e sereno do Mestre da poesia nacional. Como ele mesmo dizia : "Aos leitores, gratidão, essa palavra tudo".


Despeço-me aqui com uma poesia do livro, intitulada "Verbos"


VERBOS

Sofrer é outro nome

Do ato de viver.

Não há literatura

Que dome a onça escura.

Amar, nome-programa

De muito procurar.

Mas quem afirma que eu

Sei o reflexo meu?

Rir , astúcia do rosto

Na ameaça de sentir.

Jamais se soube ao certo

O que oculta um deserto.

Esquecer, outro nome

Do ofício de perder.

Uma inútil lanterna

Jaz em cada caverna.

Verbos outros imperam

Em momentos acerbos.

Mas para que nomeá-los,

Imperfeitos gargalos.


MATCH POINT DE WOODY ALLEN


O PONTO FINAL DE UM MESTRE




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Escrevi sexta-feira (dia 03 de fevereiro) passada no Miscelânea sobre a Maratona Odeon Br, que acontece na primeira sexta de cada mês. Pois bem, o filme mais esperado para ser visto no circuito nacional era Match Point (Ponto final) do diretor Woody Allen. Tanto que os ingressos acabaram antes das vinte e duas horas; eu, por exemplo, fui o penúltimo da fila (sorte a minha!).

E toda a ansiedade foi devidamente consumida para ver o que todos já haviam falado no Festival de Cannes de 2005: Woody Allen se superou. Longe daquele seu humor mais pop, que vinha sendo disparado nos seus últimos filmes (desde Poderosa Afrodite) ele, (em Match Point) pára e dispara sua câmera de uma forma densa, direta e cruel. Não há humor, mas ainda reside o olhar observador e crítico sobre o relacionamento homem/mulher e sobre a sociedade que os cerca.

Não há jazz, há óperas de Donizetti, Verdi e Rossini. Não há a classe média alta de Nova Iorque e sim uma burguesia londrina, o que faz o clima do filme ser ainda mais "operístico" diante dos fatos que ocorrerão. Não há atores americanos trabalhando por um décimo do cachê habitual, há sim um excelente elenco britânico, exceto pela loira Scarlett Johansson, que prova ser uma das melhores atrizes de sua geração, nos vários sentidos que isso possa ser entendido. Também não há Woody Allen atuando...

As substituições dos velhos clichês do diretor tornam a nossa curiosidade cada vez maior com o decorrer do filme.O jovem jogador de tênis irlandês Chris Wilton (Jonathan Rhys-Meyers) vai tentar a vida em Londres. Cansado das grandes turnês de tênis, procura ensinar o seu ofício clubes londrinos da alta sociedade. Consegue um emprego, conhece um rapaz rico da família Hewett. A partir daí começam os "plots" que irão nos levar a trama macabra de "Match Point". O jovem Chris se "apaixona" e se casa com a irmã do seu aluno rico Chloe Hewett Wilton (Emily Mortimer). Vai trabalhar nas empresas do pai de sua esposa, tem a simpatia do sogro e da sogra, apartamento caro, motorista, viagens e tudo que a burguesia londrina pode oferecer. Uma jogada de mestre.

O problema, (ele tem que existir lógico) é que antes de se casar o ex-tenista conhece a namorada do seu cunhado: Nola Rice, uma aspirante a atriz americana vivida por Scarlett Johansson.A loira fatal se separa de Tom Hewett (Matthew Goode) e viaja sem deixar rastros. Até que o destino os coloca de novo frente a frente para viver uma paixão "caliente" que dá literalmente frutos (ela engravida). A gravidez força (por pressão da amante também) Chris Hilton a lutar por um impasse: deixar sua vida burguesa por uma grande paixão (sem dinheiro) e filho . Será que vale a pena?

Woody Allen nos apresenta uma solução dotada de cinismo, terror e frieza. O melhor desse filme não são as atitudes que fazem de Chris Hilton um personagem perfeitamente canalha, mas sim no último suspiro do roteiro que faz que a gente pense que a vida além de ópera pode ter sempre um ponto final surpreendente. O filme é envolvente, tenso, amargo e obrigatório.


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MARIA BETHÂNIA, PLEASE SEND ME A LETTER

O SONHO, O PERFUME, A VOZ E A IMAGEM DE QUEM SABE CANTAR


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Ontem fiquei com saudades de ouvir uma das maiores vozes da MPB. Escutei várias vezes (na voz inconfundível dela) a música "Reconvexo" de Caetano Veloso seu irmão... E não deu outra, sonhei com ela cantando nos meus ouvidos todo o cd em que a baiana interpreta as canções do Rei Roberto Carlos, belo sonho. Impossível não lembrar de suas interpretações para "Olha" (tocando aqui no blog) e "As flores do jardim de nossa casa".

Não fugindo ainda do assunto Bethânia, fui ver um dia desses o documentário (produção franco-suíço) de Georges Gachot sobre ela: Maria Bethânia - Música é Perfume. E a luz de Maria Bethânia emana em cada quadro e detalhe do seu filme. Quem puder ver, eu aconselho ir correndo. Um ótimo programa para quem é fã da voz, da personalidade e das interpretações dela. Serve também, para quem foge dos padrões documentais brasileiros.

Ao ver e ouvir Maria Bethânia chego à conclusão que não basta só ter uma voz, esse dom que Deus dá apenas para poucos, tem que ter a sensibilidade de fazer das canções e poemas uma forma de comunicação com o público e com a alma; isso Bethânia faz de sobra.

Sou seu fã de olhos e ouvidos abertos....

Fiquem com a letra da música "Maria Bethânia" de Caetano Veloso, música que faz parte do Cd Londrino de 1971. Música que é um apelo poético do seu irmão por ela.


Maria Bethânia
(Caetano Veloso)

Everybody knows that our cities were built to be destroyed
You get annoyed, you buy a flat, you hide behind the mat
But I know she was born to do everything wrong whith all of that
Maria Bethânia, please send me a letter
I wish to know things are getting better
Better, better, Beta, Beta, Bethânia
Please send me a letter I wish to know things are getting better

She has given her soul to the devil but the devil gave his soul to God
Before the flood, after the blood, before you can see
She has given her soul to the devil and bought a flat by the sea
Maria Bethânia, please send me a letter
I wish to know things are getting better
Better, better, Beta, Beta, Bethânia
Please send me a letter I wish to know things are getting better

Everybody knows that it's so hard to dig and get to the root
You eat the fruit, you go ahead, you wake up on your bed
But I love her face 'cause it has nothing to do with all I said



SESSENTA E QUATRO CONTOS DE RUBEM FONSECA

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SESSENTA E QUATRO VEZES RUBEM FONSECA



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Para o casal Lima Rosa (Dilberto & Jandira), um dos presentes de casamento.


Uma ótima oportunidade para quem quer mergulhar na obra de um dos maiores escritores da língua portuguesa e antes de tudo conhecer uma literatura limpa e enxuta, direta e chocante, violenta e lírica, contemporânea e culta (com redundância e tudo). Essa coletânea conta com diversas histórias que tornaram conhecido esse mineiro com alma carioca. Desfilam pelo livro personagens como Mandrake (em três casos imperdíveis), Lúcia Mccartney (a eterna prostituta apaixonada) e Pereba e Cia (em um dos seus maiores e mais conhecidos contos: "Feliz Ano Novo").

Rubem nos faz mergulhar na alma do personagem, sem sinais e ou mistérios. Suas histórias são diretas e às vezes até previsíveis, porém se remontam perante suas descrições e senso de humor ácido.

Todo esse estilo, faz com que, quem o leia entre de cabeça nas dores, desejos e pensamentos dos personagens. Pensamentos esses, que vão do patético, passando pelo romântico e em muitos dos casos contados dialogam e muito com a violência. Sua formação policial (foi comissário de polícia na década de cinqüenta) faz com que a verrossimilhança das histórias com a vida real (leiam os jornais e comprovem) nos desperte ainda mais para uma leitura crítica, descritiva e terrivelmente perto de nossas janelas.

É esse mundo literário, cada vez mais próximo de nossa realidade, que vocês encontrarão em sessenta e quatro histórias instigantes, bem humoradas, cruéis e violentas (não necessariamente nessa ordem) um pouco da obra e do estilo desse mestre de Copacabana. Rubem Fonseca é um dos poucos autores que se podem dar ao luxo de jogar uma série de contos sem se repetir ou se tornar cansativo. Garantia real de prazer literário para quem gosta de ler ou não.


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